
Sempre me interessou o que acontece quando pessoas e tecnologia se encontram. Como linguagens, intenções e necessidades tão diferentes conseguem ocupar um mesmo espaço e produzir uma interação que faça sentido. É nesse espaço que, para mim, o Design acontece.
O que me mantém interessado é que esse encontro nunca é o mesmo. Pessoas mudam, contextos mudam e a tecnologia continua criando novas formas de interação. Telas, voz, código e IA são meios. O que continua me movendo é entender essas relações e imaginar como elas poderiam funcionar melhor.
Sou designer e pesquisador, e gosto de estar perto das coisas enquanto elas ainda estão tomando forma. Tenho curiosidade por novas tecnologias e pelas possibilidades que elas abrem para o Design. Às vezes isso significa pesquisar, prototipar ou desenhar uma interface; outras, experimentar novas IAs e seus usos, métodos e processos ou simplesmente olhar para um problema de outro jeito. Gosto de desmontar a complexidade e reorganizar as partes até encontrar algo que faça sentido.
Como eu cheguei até aqui?
Ganhei meu primeiro videogame dos meus padrinhos, um Super Nintendo. Acho que foi ali que começou minha curiosidade por tecnologia. Depois vieram os aparelhos de VHS, o primeiro computador e a vontade de entender como todas aquelas coisas funcionavam.
Na internet, entrei no mundo dos RPGs nas comunidades do Orkut. Comecei a criar montagens para os meus posts e aprendi um pouco de HTML para deixá-los mais interessantes.
Na época eu não sabia, mas aquele foi meu primeiro contato com Design.
Quando Design virou uma escolha
Escolhi estudar Design na PUC-Rio e foi lá que comecei a transformar minha curiosidade por tecnologia em projeto e pesquisa. Também fui monitor por mais de um ano no Laboratório de Fotografia e de Projeto 3, uma das disciplinas centrais da formação em Design.
No LIFE, laboratório de interfaces físicas e experimentais, trabalhei com pesquisa e desenvolvimento usando HTML, CSS e JavaScript.
Criei o Rever Vargas, projeto de minha autoria reconhecido pelo edital Prioridade Rio da FAPERJ.
E então veio o primeiro trabalho
Na YDreams tive minha primeira experiência profissional com UX, comunicação visual e tecnologia, participando de projetos para clientes como Ipiranga, Ambev e Bradesco Next.
Era o começo da carreira e também meu primeiro contato com projetos digitais feitos para pessoas e marcas reais, fora do ambiente da universidade.
Resolvi criar meu próprio caminho
Depois da YDreams, criei o Estúdio Três. Durante pouco mais de um ano, trabalhei entre UX e Branding, gerenciando projetos e clientes como ColaboraAmerica e Raccord Produções.
Ter um estúdio tão cedo me colocou do outro lado do Design: além de criar, precisei aprender a conduzir projetos, conversar com clientes e assumir responsabilidade pelo trabalho como um todo.
Descobrindo Product Design
Na MJV, comecei a trabalhar mais diretamente com Product Design em um ambiente de consultoria. Passei por projetos para Telecine, Bradesco Saúde e Novo Banco, de Portugal, transitando entre mídia, saúde e serviços financeiros.
Mudar constantemente de contexto me ensinou a entrar em problemas que eu ainda não conhecia, entender rapidamente o negócio e as pessoas envolvidas e transformar esse aprendizado em produto.
Produto ficou maior
No Itaú, Product Design ganhou outra escala. Trabalhei em produtos B2B para operações de backoffice e B2C em Previdência, navegando entre necessidades das pessoas, regras de negócio e a complexidade de uma grande instituição financeira.
Também assumi responsabilidades de liderança, ajudando a disseminar a cultura de Produto e Design entre stakeholders e liderando outros dois designers.
Meu trabalho também mudou de escala
Na Suzano, atuei simultaneamente em diferentes produtos e ampliei minha atuação em liderança. Cheguei a conduzir até três projetos ao mesmo tempo, liderando designers, fazendo 1:1s e trabalhando com diferentes times e stakeholders.
Meu trabalho se estendia das experiências aos sistemas, processos e pessoas que ajudavam a construí-las.
Liderei o Broto Design System, que reduziu em 50% o tempo de Design e contribuiu para uma redução de 25% no time-to-market.
Uma nova perspectiva sobre saúde
No Aché, trabalhei com produtos digitais voltados a profissionais de saúde, liderando o Delivery e acompanhando as soluções do desenho à evolução depois do lançamento.
Foi um contexto em que a régua de qualidade e a responsabilidade sobre o que ia ao ar pesavam em cada decisão.
O trabalho contribuiu para um aumento de 1% na captura de leads e para a evolução do CSAT de 2,4 para 3,5.
IA começou a mudar meu jeito de trabalhar
Na Beep, continuei trabalhando com problemas complexos de produto e operação, mas a IA começou a ocupar um espaço diferente no meu processo de Design. Passei a usá-la de forma mais estruturada para explorar possibilidades, organizar problemas e materializar ideias mais rapidamente.
Foi nesse contexto que desenvolvi projetos como a Torre de Controle e também liderei o trabalho de redução de glosas.
26 etapas, 8 subprocessos e cinco workshops reduziram a taxa de glosas de quase 8% para 0,9%, com impacto estimado em mais de R$ 1 milhão por ano.
Ler o artigo no MediumAmpliando o alcance do Design
Na Clyvo, minha atuação como Staff aconteceu de forma transversal entre diferentes squads e áreas, em um produto de saúde baseado em IA. Além da evolução das experiências do produto, parte do meu trabalho esteve em ajudar a amadurecer a própria prática de Design em um contexto de startup.
Liderei dois designers e atuei na estruturação de processos, documentação e das bases de um novo Design System, trabalhando próximo de Produto, Engenharia, IA e Customer Success.
Uma atuação que combinou produto, pessoas e estrutura para dar mais escala ao Design.
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